O tom do infinito

Sob esses montes verdes

O tempo vem para pensar

Na colina que faz silencio

A beleza se estende infinita.

 

Do ar sereno em meu ser

Sinto tristezas absolutas

Enquanto as almas saem

No luar frio para passear.

 

O universo é uma composição

A vida é uma música vibrante

Em que posso ouvir cada voz

Para sentir cada tom do verão.

 

A podridão escorrega

Por dentes movediços

Que se transformam

Como cordilheiras astrais.

 

O movimento de uma aranha

Na fração do segundo infinito

Da dança atômica de suas pontas.

 

O susto súbito.

A realidade vem.

Uma queda.

 

Tente dividir o tempo

E encontrar a eternidade

No momento que Deus

Fecha seus olhos cansados.

 

Um corvo de tinta voa,

Transpira poesia no céu.

A Mãe dorme cansada,

Está à espera de anjos.

 

O universo para de girar.

Um teatro incompreensível.

A definição de amor vem

Toca a pele com um calafrio.

 

Mas ninguém pode compreender.

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